Dezembro

19

Bom natal!

Conseguimos acabar tudo (ou quase) o que queríamos fazer na casa e quintal, mesmo antes das férias de natal! :)

Já temos a nossa mini-estufa montada (vê-se um bocado mal na foto), e mais pés plantados: rucola, aipo, alfaces, couves de bruxelas, salsa e coentros.

O resto do quintal está com muito boa saúde e cheio de folhinhas verdes: couves de vários tipo, nabos, malvas, acelgas, etc…

Também já temos as caleiras na frente e traseira da casa para o sistema de captação de água da chuva. Agora só falta mesmo encontrar uns depósitos não muito grandes. Se conhecerem alguns, deixem a sugestão :)

Por agora, fazemos uma pausa… e continuamos depois do Natal e do retiro de passagem de ano.

Até breve!

Sim, porque não temos estado só a tratar do quintal e da casa!

Há cerca de um mês atrás começámos a dar aulas de Teatro na Universidade Sénior, preparando uma apresentação em 8 ensaios! Está a ser um processo de trabalho especial, sem texto, em que a história foi construída a partir do resultado dos ensaios. Desta forma, o espectáculo é algo de quem faz para quem vê, e todo o processo tem sido uma viagem de auto e hetero descoberta, de romper bloqueios e estabeler uma coesão autêntica dentro do grupo. Chamar-se-á “Presente“.

No fim-de-semana passado preparámos uma apresentação sobre Yoga e Meditação seguida de uma aula de Yoga integradas num fim-de-semana orgnizado pelo Club Trilho www.clubetrilho.com, uma empresa que organiza eventos e pacotes de eventos de desportos radicais e a partir de agora irá gerir a Casa Covão da Abitureira - www.abitureira.com -, uma unidade de turimo rural lindíssima na encosta do rio Tejo, e coordenará pacotes de outros tipos de actividades. Foi o início de uma parceria interessante.

Desde que chegámos temos investigado esta comunidade para adaptar o nosso projecto a esta realidade. Iremos iniciar actividades em Janeiro de 2009, pelo que podem visitar o site, ainda em construção, para conhecerem a nossa agenda.

E como “o caminho começa sempre com o primeiro passo” e “não importa quão devagar andes desde que não pares”, vamos avançando sempre à descoberta, porque “não se chega a um lugar desconhecido por um caminho conhecido”!

Nos últimos dias, temos vindo a fazer várias experiências com o trapilho, que para quem não sabe o que é, são restos de tecidos em novelos.

Eis alguns dos resultados (feitos com ponto baixo de crochet):

Em cima os tapetes da nossa “sala germinar” :)

Ao lado tapetinhos de escritório,

para não arrefecer os pés no Inverno :)

Bases para tachos, canecas e afins

Outro para o escritório O mesmo tapete noutro formato com mais um novelo :)
Este vai para o corredor.

Um para o quarto e outro para a cozinha! ;)

… as folhas do diospieiro pintam-se de várias cores e as oliveiras enchem-se de azeitonas.

Este é o panorama actual do nosso quintal :)

Da última vez que fomos ao norte, viemos com o carro cheio de prendas: physalis (na foto), loureiros, manjericão (verde e vermelho), sálvia, orquídeas, maracujá, maracujá-banana e mais duas variedades de aloés.
Germinados: trigo sarraceno e feijão mung.

Após germinarem durante alguns dias (pode-se fazer num prato normal, demolhando-os por uma noite e salpicando-os com água diariamente), passaram por um período de adaptação num vaso e finalmente vieram para a terra.

O lago começa a ficar rodeado de vegetação.

Do outro lado vê-se a sálvia e o manjericão vermelho

Colocámos mais dois mini-lagos em diferentes pontos do quintal. Ainda falta embelezá-los um bocadinho mais com plantas aquáticas.

Do lado direito, já faltam algumas folhas ao nabo (devem-se ir comendo para crescerem melhor ;) )

… e olhem para o tamanho daquelas alfaces ;)

Em primeiro plano: as couve-roxas e as beterrabas.

Na espiral já se consegue ver o manjericão a nascer e outra erva aromática que ainda não conseguimos identificar.

Finalmente terminámos a difícil tarefa de limpar todo o terreno. As oliveiras já têm mais espaço limpo à volta.

Agora só falta alguém para vir buscar a meia tonelada de entulho :)

Estes dias no campo transformaram o nosso jardim. Está irreconhecível:

Esta é uma pequena amostra daquilo que fomos tirando, para limpar o terreno. Toneladas de pedra, telhas, plástico, brinquedos, restos de roupa, solas e atacadores de sapatos e até uma dentadura! :p
Terminámos a preparação do terraço superior do terreno. Com dois degraus ;)
Trouxemos mais uns pés para plantar, desta vez foram duas variedades de espinafres e couve de bruxelas.
As mangueiras estão ligadas a dois aspersores para que a rega seja mais rápida e automática.

Assim já podemos ir de férias quando quisermos :)

A nossa nova árvore de clementinas.

Ao fundo vê-se uma cerca baixinha feita com bambu…

… que será o lugar para novos canteiros, a plantar brevemente.
O novo visual do lago.

De dia é o bebedouro municipal dos gatos das redondezas (às vezes 2 ao mesmo tempo!!!) :) à noite não sabemos…

As flores foram oferecidas por um vizinho.

A nossa entrada lateral está mais bonita e prática, graças ao limoeiro e ao chão de madeira.

Reparem no candeeiro solar que, apesar de pequenino, ilumina um pouquinho à noite.

O pôr do sol de ontem :)

Outubro

2

De volta!

Depois de umas férias no norte e uma semana à espera do acesso à internet, cá estamos de volta com novidades e fotos do que temos visto e feito :)

O diospireiro tem-nos fornecidos diospiros docinhos sem parar… mais rápido do que conseguimos comer :D
A vida no lago instalou-se sem problemas. Os agriões estão muito saudáveis e os peixes também cresceram!
E para fazer companhia aos peixes, chegou um novo hóspede :)
(não sabemos bem como veio cá parar)
O aloé vera também cresceu e já tem 2 filhotes.
Recebemos mais alguns de prenda :)


Quando precisarem de um, avisem!

Encontrámos este chuchu à venda no mercado, experimentámos plantá-lo.
Para acelerar um bocado a nossa horta, comprámos alguns pés para plantar: alfaces, grelos, couve roxa, beterraba, couve-galega, couve-coração, bróculos, couve-flor, coentros e salsa.
Outro canteiro com salsa ao lado de mais alguns pés de várias plantas diferentes.
Aqui está uma videira, que nos apareceu misteriosamente :)
Acompanhada por um vaso de piri-piri, oferecido pelo nosso vizinho.
A nossa limeira!
Trazia duas limas… que já foram comidas :)
E um pézinho de maracujá.
Nas escavações de ontem, demos de cara com este sapão que parecia saído de um filme de terror. Os olhos eram quase vermelhos (embora na foto não se note tão bem).


Agora não sabemos muito bem por onde pára, esperemos que não seja dentro de casa… >:)

O nosso painel solar para águas quentes sanitárias foi instalado no sábado.


Tem um desempenho muito bom… a água está sempre muito quente (mais do que o que é preciso), seja de manhã cedo ou à noite.

Temos andado à procura de alguns móveis para a casa, mas como não encontrámos nada a nosso gosto, pusemos finalmente em prática a vontade de iniciar a linha de mobiliário germinar ;)
(qualquer semelhança com linhas tortas é uma mera ilusão de óptica)

Aqui está uma mesinha de apoio para a sala. (a confusão à volta era o que estava em cima dela)

Dois móveis para a sala.

Versão “Wall-e” (com pés, à esquerda), versão “Eva” (sem pés, à direita)

para quem não percebe o porquê dos nomes, vejam o filme Wall-e :) altamente recomendado!

A nossa última e mais complexa (por enquanto) criação: o móvel da sala.

Setembro

16

Pegada Ecológica

Todos os seres humanos, quer vivam no meio urbano ou rural, têm uma pegada ecológica.Para sobreviver, nós consumimos o que a natureza oferece e todas as acções têm impacto no ecossistema do planeta. Este facto não seria importante se os seres humanos usassem apenas o que o planeta pode renovar. No entanto, a maioria usa mais que o necessário, portanto deixamos uma pegada ecológica.

Ao medir a pegada ecológica de uma pessoa, uma cidade ou uma nação, podemos calcular os bens e os danos ecológicos que estamos a causar ao planeta. Conhecer a nossa pegada ecológica permite-nos mobilizar acções individuais e colectivas para que a humanidade viva dentro das possibilidades do planeta. Há vários sites que nos permitem descobrir quantos planetas seriam necessários para manter uma população do tamanho da actual a viver com o mesmo estilo de vida que nós. Um deles é o WWF - Pegada Ecológica.

Com estas ferramentas, muita vontade e um quintal carregadinho de pedras a pedir cuidados, eis os frutos do nosso trabalho:

(Não se esqueçam que podem carregar nas fotos para as verem maiores.)

Uma espiral de ervas aromáticas
A inspiração da permacultura provem da compreensão dos padrões de desenho ocorrentes na natureza.

São exemplos de padrões o lóbulo (feijões, orelhas,…), o círculo (planetas, …), os galhos (rios, galhos, folhas das árvores, veias,…), o hexágono (colmeias, cristais, …) e a espiral (galáxias, girassóis, conchas, vento,…).

Quando se tem uma horta pequena, uma série de espirais de ervas pode ser o jardim ideal, pois são bonitas e economizam muito espaço, sem deixar de produzir.

O Lago

Já descrito no artigo anterior.

O “S” com pedras

Romper com as linhas rectas acrescenta interesse visual ao jardim e, além de economizar espaço e água, reduz o trabalho e aumenta o habitat para animais.

A foto não mostra o verdadeiro aspecto do nosso jardinzinho (têm que cá vir quando estiver pronto! ;)).

Podem ver um monte grande de pedras de construção e xistos (a que iremos fazer uma seriação), o nosso primeiro socalco e um terreno mais lisinho e cuidado, com lago, espiral e um S.

Não resistimos a semear courgete, orégãos, coentros, nabo, manjericão, cidreira, alfazema,couve de bruxelas, couve galega, espinafres, tomilho, …, enfim, um bom número de espécies, assim à aventura para ver o que dá!

Setembro

8

Água no jardim!

Na permacultura dá-se muita importância à diversidade e existência de diferentes micro-climas no jardim. A água é um meio de criar um mini-ecossistema que em muito beneficia a saúde do quintal, pois atrai insectos benéficos, anfíbios e pássaros que ajudam a afastar diversas pragas.

Existem várias formas de se poder criar estes mini-ecossistemas: vasos grandes, pequenos tanques feitos com pneus e lagos artificiais. Optámos por este último porque queríamos algo que não fosse demasiado pequeno.
Não se esqueçam: podem carregar nas imagens para as verem em tamanho maior

Começámos por procurar o sítio ideal para o lago. Deve ser o local mais baixo do terreno, para onde a água escoa quando chove. Também deve apanhar alguma  sombra durante o dia, para evitar a evaporação excessiva da água nos dias quentes.
De seguida preparámos o sítio para cavar, alisando e retirando as pedras maiores.
Feito o buraco (uf!), encaixámos o lago e pusemos logo algumas pedras que tínhamos no jardim. Os agriões (comprados no supermercado) foram as primeiras plantas aquáticas :)
Não resistimos e começámos logo a enchê-lo com água. O pouco solo que tinha, levantou e deu um aspecto um bocado sujo à agua.
Mais tarde, fomos à praia fluvial do Alamal para trazer solo e mais algumas plantas aquáticas.
No dia seguinte, já se conseguia ver uns bichinhos que ainda não conseguimos identificar. Serão peixes ou sapos?

Para além destes temos ainda outras duas espécies, também não identificadas até à data :)

Assim que haja novidades, voltaremos a dar notícias do lago :)

A permacultura é a procura de uma integração das actividades humanas na natureza de uma forma equilibrada, ou seja, aprendendo a devolver o resultado dos recursos que extraímos ao planeta Terra, fechando um ciclo.

O composto é um fertilizante feito em casa. É uma cultura viva, onde microorganismos convertem matéria orgânica morta numa substância chamada húmus.

Podem carregar nas fotos para as verem no tamanho original.

Há vários tipos de estruturas que podem ser usadas para fazer compostagem caseira. Esta semana não tínhamos tempo para construir nada, por isso improvisámos um composto numa caixa de cartão :)
O composto preenche-se com dois tipos de camadas (castanhos e verdes) que são postas alternadamente até encher o recipiente. A primeira é sempre a camada de castanhos.

Castanhos (ou secos) podem ser pauzinhos, folhas secas, serradura, palha, etc…

A camada castanha facilita a entrada de ar no composto e liberta carbono

Verdes (vegetais e excrementos) são restos não cozinhados, folhas verdes, ervas, excrementos animais, etc…

A camada verde adiciona humidade ao composto e liberta nitrogénio.

Para acelerar o processo de decomposição, cortámos aos bocadinhos todas as sobras da cozinha antes de as adicionarmos ao composto.

Este é o aspecto actual.

Quanto maior a diversidade dos “ingredientes”, melhor será a qualidade do composto produzido.

No final deve-se cobrir sempre a camada verde com uma castanha para não atrair mosquitos.

Uma vez por semana deve-se misturar o composto, para permitir a entrada de ar. Passados 30 a 45 dias, o composto deve estar pronto para usar.